Despedida

Tudo parou de funcionar quando você foi embora três horas da madrugada. Não foi só a presença física, mas um pouco do que eu sentia foi sumindo junto com o movimento daquele carro.

Para intensificar ainda mais tragédia a esse arrebatamento quase literário (ao menos pra mim), deixei ser engolida aos poucos pela chuva e frio que faziam naquele dia. Embaixo do meu cobertor vazio, em um espaço que antes era seu, me senti um pouco abraçada enquanto os raios iniciais do dia faziam luz na sala.

Em alguns segundos você já não era quem eu queria. Ou aquilo que você disse que iria ser.

Lembra da música “promises, promises” da banda Incubus que pedi pra você escutar? Foi inevitável não sentir que ali se quebrava mais uma pequena grande promessa sua. E o nosso choro de despedida foi a simples resposta de que havíamos chegado, novamente, àquele começo tão doloroso.

E agora, sem músicas ou referências literárias, o que nos resta é uma última promessa para uma última chance de provar o que realmente esperamos dessa vida.

É uma pena que isso tenha que acontecer cada um no seu canto, separados.

 

 

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